Finanças de PMEs: como manter negócio vivo na crise de coronavírus | Ultragaz Revendas
Finanças de PMEs: como manter negócio vivo na crise do coronavírus

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Finanças de PMEs: como manter negócio vivo na crise do coronavírus

Finanças de PMEs: como manter negócio vivo na crise do coronavírus

A chegada do coronavírus ao Brasil levou o governo a determinar uma série de mudanças em nossas rotinas na tentativa de conter a disseminação e os impactos do vírus. A restrição à mobilidade e ao funcionamento de comércios e serviços tirou a população das ruas e já está começando a impactar a economia.

Por isso, neste momento, empresas de todos os portes estão revendo suas finanças e sua capacidade de seguir em frente, analisando fluxo de caixa, folhas de pagamento, contratos já firmados com fornecedores e repensando modelos de negócio para atravessar os próximos meses.

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De acordo com dados divulgados em fevereiro pelo Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo, antes, portanto, de todas as modificações ocorridas em função do coronavírus, apenas 11% das micro e pequenas indústrias tinham recursos suficientes de capital de giro.

Portanto, para ajudar as PMEs a enfrentar este período, listamos dicas de como organizar as finanças da empresa para manter o negócio “vivo” nos próximos meses. Confira:

1 – Medidas econômicas na era do coronavírus

Atenção às medidas econômicas que o governo vem anunciando com o objetivo de minimizar os prejuízos da crise do coronavírus à economia, muitas delas dirigidas às PMEs: flexibilidade de contratos de trabalho, possibilidades de renegociação, medidas de ajuda aos pequenos empresários, injeção de recursos.

O Banco Central divulgou a criação de um pacote voltado para PMEs com faturamento entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões por ano: a concessão de crédito para financiar dois meses de folha de pagamento (limite de dois salários mínimos). A operacionalização será feita pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Até o final de março, também já haviam sido anunciados o adiamento de três meses no pagamento do FGTS e do pagamento da parte da União no recolhimento do Simples Nacional. Pelo mesmo período, foram reduzidas a 50% as contribuições dos empregadores ao Sistema S (Sesi, Senai, Senac e Sesc).

Além disso, foi feito o anúncio de liberação de R$ 5 bilhões pelo programa de Geração de Renda, mantido com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador. O montante é repassado aos bancos públicos, que serão os responsáveis pela concessão de empréstimos voltados ao capital de giro das micro e pequenas empresas.

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2 – Análise de cenário

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) costuma orientar as PMEs a sempre manter uma reserva de caixa de três a quatro meses, para reduzir sua vulnerabilidade em períodos emergenciais. Muitas empresas, no entanto, não conseguem se organizar para trabalhar com este lastro – como mostram os dados do Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo apresentados no início deste texto.

Por isso, é importante que neste momento de imprevisibilidade gerado pelo coronavírus cada negócio entenda exatamente a sua situação atual. E faça uma projeção dos próximos três e seis meses. Avalie o impacto real da crise nas finanças da empresa. Revisite todas as linhas das planilhas com lupa, a fim de identificar com precisão entradas, saídas e compromissos já assumidos. Ter esses dados em mãos, saldo disponível e necessidade de capital de giro é o primeiro passo para conseguir traçar seu plano de ação. Nos cálculos, é importante considerar custos fixos, variáveis, contratos com terceirizados e encomendas com fornecedores.

3 – Ajustes de despesas

Os cinco maiores bancos do país (Itaú, Bradesco, Santander, Caixa e Banco do Brasil) já anunciaram que vão prorrogar por pelo menos 60 dias os vencimentos de dívidas/empréstimos de micro e pequenas empresas para quem está com os contratos em dia. 

A aprovação ocorreu em 16 de março pelo Conselho Monetário Nacional, e a ajuda pode ser interessante para melhorar o fluxo de caixa da empresa. A dica aqui é falar com o seu banco a fim de checar as condições para tornar seu negócio elegível e prazos.

De acordo com o Sebrae, cooperativas de crédito também são uma opção para conseguir capital de giro nesta fase em que o coronavírus ameaça a economia. “Os juros estão baixando, então existe lógica para continuar ofertando e girando o caixa”, afirma Patricia Albanez, consultora de negócios do Sebrae/PR. Ela faz um alerta importante: “não recorra aos agiotas”.

Empresas que estão trabalhando em sistema de home office podem deixar de fornecer o vale-transporte durante esse período, o que pode gerar uma pequena economia. Já o vale-refeição e/ou alimentação devem ser mantidos por ser regulado por acordo coletivo, conforme esclarecimento dos profissionais do escritório Marcelo Tostes Advogados.

4 – Negociação

Verifique se há compras que podem ser adiadas, como estoque, material para produção, suprimentos em geral. Aqui vale a regra da transparência com fornecedores: falar sobre a impossibilidade de pagar e buscar uma solução conjunta para tempos de coronavírus.

A negociação com os funcionários também deve ser transparente. Avalie as possibilidades, como home office, no caso das empresas que continuarão operando e oferecendo seus produtos e serviços. No caso de paralisação total das atividades, considere adotar regime de compensação de jornada via banco de horas. A compensação poderá ocorrer no prazo de até 18 meses, contados a partir da data de encerramento do estado de calamidade pública.

A nova MP também permite a antecipação de feriados nacionais e religiosos. Desta maneira, os funcionários folgariam agora e trabalhariam depois na data dos feriados para compensar.

Se a opção for pela antecipação das férias em casos pontuais ou adoção de férias coletivas, é fundamental checar se a empresa tem fôlego para realizar o pagamento até o quinto dia após o início das férias. O adicional de 1/3, normalmente feito até dois dias antes do início das férias, poderá, de acordo com a nova MP, ser pago junto com o 13º salário até 20 de dezembro.

5 – Promoção sob medida

Não é hora de criar promoções malucas apenas para seduzir a clientela. Antes de lançar qualquer oferta especial é preciso verificar na ponta do lápis se “a conta fecha”.

6 – Transformação digital

Exercite a criatividade e avalie de que forma é possível migrar seu negócio para o ambiente digital e se a mudança faz sentido financeiramente. Avalie adaptações, ferramentas e expertise necessárias, calcule gastos (e verifique impacto no fluxo de caixa) e tente vislumbrar as possibilidades de retorno.


Comentários

  1. Beto alves de sa teles

    Precisaria muito abrir uma revendedora de gás. Já tenho um ótimo ponto.

    1. Administrador Ultragaz

      Olá Beto. Você quer abrir uma revenda de gás da Ultragaz? Preencha o formulário do link e aguarde o nosso contato para marcar uma visita comercial gratuita, sem compromisso! https://ultragazrevendas.com.br/seja-um-revendedor/

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